No ESPAÇO com os TACHOS
Domingo é o dia que separa uma semana da outra. É o dia em que uns aproveitam para pôr o sono em dia, outros para arrumar tudo o que não se pôde arrumar durante a semana, e ainda para outros é o dia de “no fare niente”.
Estando eu ainda na Estação Orbital, fiz o que normalmente faço aos domingos. Levanto-me ( como já referi anteriormente, aqui ninguém se levanta, porque não há gravidade!) um pouco mais tarde que nos outros dias e parto à descoberta dos segredos da cozinha. ( Afinal não sendo eu um descobridor, pois o caminho que trilho já foi palmilhado por outros anteriormente, estou aqui no Bloggoespaço a tentar descobrir estes novos mundos!)
Decidi então, que neste domingo, ia reavivar o meu olfacto e o meu paladar de infância.
Agarrar em tachos e nos ingredientes numa cozinha sem gravidade é o mesmo que cozinhar numa qualquer roça de um país tropical. Se aqui o problema é colocar dentro do tacho a carne, os legumes e os temperos, numa roça é estar ao ar livre, em plena natureza, sujeito a uma chuva tropical quando o tacho está ao lume. Valha-me ainda assim, estar dentro de uma cozinha de alta tecnologia,( ao que me dizem não poluente!) enquanto na roça podia estar a utilizar equipamentos manuais e energias renováveis, numa também combinação perfeita, desta vez com a natureza.
Resolvido o problema da gravidade ( afinal a tecnologia de ponta serve para isso!) parto para a confecção do prato mais emblemático da minha terra de origem:
- Moamba de Galinha acompanhada com Pirão.
Como mandam as regras ( A elaboração de uma obra prima tem que ser sempre acompanhada de algo especial!) mandei que colocassem música enquanto preparava os ingredientes. Uma Kizomba ecoou pelos quatro cantos da espacial cozinha, iniciando o aquecimento do espírito. Comecei por fazer um refogado com tomate, cebola e alho. Juntei-lhe a galinha cortada em pedaços, mexi, coloquei uns pés de salsa inteiros e louro, temperando com sal. Remexi tudo, como um pintor mistura as tintas numa tela, coloquei as corgettes, as beringelas e os kyabos cortadinhos em pedaços, e para compor o quadro rematei com quatro colheres de óleo de palma devidamente acompanhadas com gindungo. ( Moambada sem gindungo é como futebol sem golos! – Onde já ouvi isto? ). O quadro ficou impressionante! Uma cor âmbar cobriu o tacho e as várias tonalidades de verde combinavam com o cheiro delicioso que pairava no ar. Enquanto tudo ficava a dialogar em lume brando, preparei aquele que seria o acompanhamento indispensável. Dissolvi em água fria, farinha de milho, que depois juntei a água a ferver. Sempre a bater, a farinha foi engrossando, tornando-se num moldável Pirão. O conjunto perfeito estava pronto para ir para a mesa:
- A tela de cores e aromas da moamba de galinha e a escultura de um pirão soberbo.
Foi bom sentir como os olhos dos comensais se expressavam no silêncio, ao saborear tão “Espe(a)cial Manjar”, sublinhado com um néctar de suaves taninos e aveludada adstringência.
Arrumei os tachos fazendo uma promessa: - Voltarei! - Não em qualquer roça, (pois isso é aí na terra!) mas numa qualquer cozinha espacial !
Estando eu ainda na Estação Orbital, fiz o que normalmente faço aos domingos. Levanto-me ( como já referi anteriormente, aqui ninguém se levanta, porque não há gravidade!) um pouco mais tarde que nos outros dias e parto à descoberta dos segredos da cozinha. ( Afinal não sendo eu um descobridor, pois o caminho que trilho já foi palmilhado por outros anteriormente, estou aqui no Bloggoespaço a tentar descobrir estes novos mundos!)
Decidi então, que neste domingo, ia reavivar o meu olfacto e o meu paladar de infância.
Agarrar em tachos e nos ingredientes numa cozinha sem gravidade é o mesmo que cozinhar numa qualquer roça de um país tropical. Se aqui o problema é colocar dentro do tacho a carne, os legumes e os temperos, numa roça é estar ao ar livre, em plena natureza, sujeito a uma chuva tropical quando o tacho está ao lume. Valha-me ainda assim, estar dentro de uma cozinha de alta tecnologia,( ao que me dizem não poluente!) enquanto na roça podia estar a utilizar equipamentos manuais e energias renováveis, numa também combinação perfeita, desta vez com a natureza.
Resolvido o problema da gravidade ( afinal a tecnologia de ponta serve para isso!) parto para a confecção do prato mais emblemático da minha terra de origem:
- Moamba de Galinha acompanhada com Pirão.
Como mandam as regras ( A elaboração de uma obra prima tem que ser sempre acompanhada de algo especial!) mandei que colocassem música enquanto preparava os ingredientes. Uma Kizomba ecoou pelos quatro cantos da espacial cozinha, iniciando o aquecimento do espírito. Comecei por fazer um refogado com tomate, cebola e alho. Juntei-lhe a galinha cortada em pedaços, mexi, coloquei uns pés de salsa inteiros e louro, temperando com sal. Remexi tudo, como um pintor mistura as tintas numa tela, coloquei as corgettes, as beringelas e os kyabos cortadinhos em pedaços, e para compor o quadro rematei com quatro colheres de óleo de palma devidamente acompanhadas com gindungo. ( Moambada sem gindungo é como futebol sem golos! – Onde já ouvi isto? ). O quadro ficou impressionante! Uma cor âmbar cobriu o tacho e as várias tonalidades de verde combinavam com o cheiro delicioso que pairava no ar. Enquanto tudo ficava a dialogar em lume brando, preparei aquele que seria o acompanhamento indispensável. Dissolvi em água fria, farinha de milho, que depois juntei a água a ferver. Sempre a bater, a farinha foi engrossando, tornando-se num moldável Pirão. O conjunto perfeito estava pronto para ir para a mesa:
- A tela de cores e aromas da moamba de galinha e a escultura de um pirão soberbo.
Foi bom sentir como os olhos dos comensais se expressavam no silêncio, ao saborear tão “Espe(a)cial Manjar”, sublinhado com um néctar de suaves taninos e aveludada adstringência.
Arrumei os tachos fazendo uma promessa: - Voltarei! - Não em qualquer roça, (pois isso é aí na terra!) mas numa qualquer cozinha espacial !


13 Comments:
Nossa lusoblogger eu não conheço esta que foi sua especiaria de domingo mas pela descrição deveria estar saboroso. Aqui nesta época passamos o domingo longe do fogão e só com gelados pois com quase 40ºC à sombra não está fácil.
Um abraço amigo
Que delicia de texto...
Até fiquei com fome...
;))beijinho
Agradeço a visita. Espero que seja a primeira de muitas :)
Adorei a originalidade do teu texto - Bravo!
Agora vou dar um passeio para ficar a conhecer melhor a tua "casa" mas fica a promessa que voltarei :)
Beijinhos
Sobraram restos? Posso passar?
Beijos
Comida africana?
Muito bom.
Um abraço
Domingo pra mim é um dia de nostalgia, pela tal transição que referes, mas que não deixa de ser belo, e talvez mais belo por isso mesmo!!
Kizomba?? Ulálá, o que isso me lembra!!!
E gostei também do termo "cozinha espacial"!!!
Enfim, comentei assim o teu post, parcialmente, pra dizer que gostei dele no global!! Lol lol lol
Cumprimentos mixed by Jameson 12 anos!!!
...então o menino esteve em Angola???
Moamba sim...gosto...o Pirão dispenso....rsss
bjs
ola
(nao sei o teu nome e isso faz-me impressao)
agradeço a tua visita la no sitio.
és distraido? entao ja somos dois. junta-te ao clube.
abraço da leonoreta
divides comigo o tacho? ,-P
beijinho!
Bom diaaaa!!!
Venho retribuir a visita.
Bjos.
parece delicioso. hei-de experimentar, mas com menos picante. e não sei se a ausência de gravide tem ou não influência no resultado. se ficar mal, sempre tenho essa desculpa:
a culpa é da gravidade!
Vim agradecer o seu passeio pelo meu espaço e deixar o meu convite pra que gravites por lá mais vezes ;)
a moamba é óptima. também a faço de quando em vez mas tb gostaria de a fazer na roça com os tachos, ao ar livre. prefiro o funge em vez do pirão...
Um pormenor : anda a circular um abaixo assinado para deixarmos de consumir o óleo de palma da indonésia, em beneficio dos orangotangos...
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